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Entrega própria ou motoboy terceirizado: qual sai mais barato?

Por Johnny Braz · 6 min de leitura

Quando o delivery começa a crescer, a pergunta chega cedo: vale mais contratar um entregador fixo ou continuar chamando motoboy por plataforma a cada pedido? A decisão parece ser sobre conforto operacional — mas o que realmente decide entre entrega própria ou terceirizada é um número só: o volume de entregas por mês.

A conta dos dois lados está aqui, com os números abertos. Sem preferir nem um nem outro.

O que custa ter um motoboy fixo

Um entregador autônomo informal — pago por fora, sem registro — costuma ser combinado entre R$ 1.700 e R$ 2.000 por mês. Mas esse não é o único gasto. Combustível e manutenção básica entram como custo da operação, seja pela loja ou embutido no combinado.

Motoboy fixo (autônomo) — custo total mensal

Salário combinado: R$ 1.800,00
Combustível (por conta da loja): R$ 300,00
Manutenção/pneus (pro-rata): R$ 150,00
Total: R$ 2.250,00/mês
Para 150 entregas: R$ 15,00 por entrega

Valores são exemplos — pesquise os preços da sua região.

O detalhe que muda tudo: o custo do motoboy fixo é o mesmo independente de quantas entregas acontecem. Num domingo lento com 5 pedidos ou numa sexta cheia com 30, o R$ 2.250 corre igual. Isso é vantagem quando o volume é alto — e problema quando não é.

O que custa terceirizar por pedido

Plataformas de motoboy avulso — Lalamove, Rapiddo, 99Moto e similares — cobram por corrida. O preço depende da distância, da cidade e do horário. Para um raio de até 3 km em cidade de médio porte, o valor fica entre R$ 8,00 e R$ 12,00 por entrega.

Plataforma de entrega terceirizada — custo mensal por volume

Custo médio por corrida: R$ 9,50
Para 80 entregas: R$ 760,00/mês (R$ 9,50/entrega)
Para 150 entregas: R$ 1.425,00/mês (R$ 9,50/entrega)
Para 250 entregas: R$ 2.375,00/mês (R$ 9,50/entrega)

Valores são exemplos — pesquise os preços da sua região.

A vantagem é clara: mês fraco, você paga menos. A desvantagem também: conforme o volume cresce, o custo cresce junto — e sem limite fixo.

A comparação com 150 entregas por mês

Para um delivery fazendo 150 entregas mensais, a diferença entre os dois cenários é significativa:

Custo total de entrega por mês — 150 pedidos
Motoboy fixo (autônomo) R$ 2.250/mês
Plataforma por pedido (R$ 9,50 × 150) R$ 1.425/mês

Com 150 entregas, terceirizar sai R$ 825 mais barato por mês. Mas essa conta muda conforme o volume aumenta.

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O ponto onde os custos se cruzam

Existe um volume específico em que as duas opções custam o mesmo. A partir daí, o motoboy fixo começa a sair mais barato por entrega.

Com os números do exemplo: R$ 2.250 ÷ R$ 9,50 = 236,8 entregas/mês. Em torno de 237 entregas por mês, os dois custos se igualam. Acima disso, o motoboy fixo vence. Abaixo, a plataforma ganha.

Quem sai mais barato em cada volume

80 entregas/mês → plataforma: R$ 760 vs. motoboy fixo: R$ 2.250 → plataforma ganha por R$ 1.490
150 entregas/mês → plataforma: R$ 1.425 vs. motoboy fixo: R$ 2.250 → plataforma ganha por R$ 825
237 entregas/mês → plataforma: R$ 2.252 vs. motoboy fixo: R$ 2.250 → empate (ponto de virada)
300 entregas/mês → plataforma: R$ 2.850 vs. motoboy fixo: R$ 2.250motoboy fixo ganha por R$ 600

Valores são exemplos — pesquise os preços da sua região.

Para calcular o seu ponto de virada: some salário + combustível + manutenção do motoboy fixo e divida pelo custo por corrida da plataforma que você usa. O resultado é o número de entregas mensais que equilibra os dois cenários.

O que os números não mostram

Custo por entrega é o fator principal — mas não é o único.

Disponibilidade. Motoboy fixo está lá no horário combinado, sem espera. Plataforma depende de entregadores disponíveis na região — em pico de feriado ou dia de chuva, pode demorar ou não ter ninguém.

Qualidade da entrega. Entregador que trabalha só com você conhece a rotina, cuida da embalagem e já sabe o caminho dos clientes frequentes. Entregador avulso entrega no operacional mínimo — e uma embalagem amassada vira uma avaliação ruim no iFood.

Crescimento rápido. Se o volume subir muito em pouco tempo, a plataforma escala sem esforço: mais pedidos, mais corridas, sem processo seletivo. O motoboy fixo não escala sozinho — você precisaria de um segundo entregador antes de estar pronto financeiramente.

Variação semanal. Se você faz 300 entregas numa semana boa e 80 numa semana fraca, o motoboy fixo fica caro nas semanas ruins. A plataforma cobra só pelo que entrega — o que é vantagem quando o volume é instável.

A decisão por fase do negócio

Juntando os números com a operação:

Abaixo de 200 entregas/mês: terceirizar é quase sempre a escolha certa. O custo fixo do motoboy não se paga, e a flexibilidade conta mais do que a economia por entrega.

Entre 200 e 250 entregas/mês: zona de análise. Calcule o seu ponto de virada com os seus números reais. Se o volume for consistente semana a semana, começa a fazer sentido estudar o fixo. Se variar bastante, fique na plataforma.

Acima de 250 entregas/mês constantes: o motoboy fixo começa a compensar economicamente. Mas avalie também disponibilidade, qualidade e o risco de queda de volume antes de contratar.

A decisão entre entrega própria ou terceirizada não é sobre qual modelo é melhor — é sobre qual se encaixa no seu volume agora. E esse volume, por sinal, é um número que vale acompanhar todo mês, não só quando a conta aperta.

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Escrito com apoio de IA.

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